domingo, 16 de junho de 2013

Chove chuva chove


Não acredito que tenha nada mais inspirador do que um dia de chuva. Desde menininha, quando as gostas começavam a cair, eu ficava na janela de casa. Sentia o cheiro molhado. Olhava para as nuvens. Fechava os olhos e de repente uma aure boa e mística surgia em mim.
Não sei o significado da chuva, ou do por que dessa atmosfera boa, mas sei que é mais do que uma simples melhoria no ambiente. É como se fôssemos abençoados. Como se as energias ruins saíssem de nós.
O mundo é estranho o bastante para permitir tais coisas. Tais magnetismos. Tais sensações.
Sempre fui romântica. E logo quando comecei a praticar tais aventuras, sempre fui de imaginar.
Deitava na cama, e inventava mil coisas, mil fantasias. Escrevia minhas vírgulas cheia de suspiros e com o coração acelerado, ansioso.
Então eu comecei a perceber que quase tudo que eu escrevi se tornava realidade, de um jeito, ou de outro. Não estou dizendo que fadinhas vinham me visitar a noite, estou falando dos caras, das paixões, dos anseios.
No meu primeiro livro, escrevi um personagem. Ele era meigo, legal, e sempre estava perto, ou abraçando, ou beijando, ou dando aquela pala de que amava a protagonista. No ano seguinte, o meu primeiro amor real aconteceu dessa maneira.
E vieram muitos outros. Mas há medida que meus livros viraram contos e meus romances reais foram perdendo a graça, esse meu poder mágico foi diminuindo.
As vezes, sem pretensão, algo me vem a mente, e esse algo sempre acontece. Seja sobre um pensamento de alguém, ou uma vontade de sair de casa, porque, vai que.. ?
E o vai que acontece.
Anos mais tarde veio a explosão do Segredo. Então eu soube que o mundo era cheio de mistérios mesmo, e eu já estava envolvida com isso sem perceber. Uma coisa dentro de mim, uma vozinha.
Eu acredito, fielmente, de que não existem coincidências. Se duas pessoas saem sem destino e se encontram, é por que suas energias estavam conectadas.
Um pensava no outro. Mesmo no sem querer. Mesmo no vai que.
Para mim, um encontro ao acaso, ou uma sequência deles, é mais do que prova suficiente para ficar alerta e abrir o coração para essas energias.
Posso ser cética em muitas coisa, mas no poder do universo sobre nós, não. Somos o que pensamos.

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