segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Resenha filme: Zootopia

Zootopia é uma animação da Disney que deixa no chinelo qualquer explicação de igualdade que qualquer especialista consiga dar.
Em forma de fábula, utilizando a diferença dos animais como tema de fundo, Zootopia te ensina que, além de você poder ser quem você quiser, não se pode esquecer que os outros também podem ser quem quiserem. É um tapa na cara, não sutil e de fácil compreensão, a todos os tipos de grupos extremistas e radicais. Basta você substituir os problemas entre predadores e presas por qualquer outra questão que nos afligem no mundo: seja de raça, religião, gênero, ideologia. Todos esses problemas se encaixam em Zootopia e recebem lição da animação.
Esse é o tipo de filme que não devia ser para crianças, apenas, mas para os adultos de uma maneira geral. Ele mostra de maneira tao clara a questão do preconceito, de todas as formas, que chaga até arrepiar.
Então, eu recomendo que se você tem filhos, sonhinhos, afilhados, coloque eles para assistirem essa singela fábula da Disney, e depois abram espaço para eles que digam qual a lição que tiraram dai. E, se você tiver sorte, chame os mais velhos para ver também, desde adolescentes ate os mais idosos. Porém, para essa galera da faixa etária maior, não abra para a discussão. Deixem que eles se recuperem do baque social e cultural e reflitam internamente.
Os produtores da Disney realmente quiseram afetar a sociedade de uma maneira positiva. E conseguiram. De maneira muito inteligente e prática.
Não se enganem com a temática de uma coelhinha querer ser policial e sua história de superação. Essa parte é 10% de um enredo maravilhoso.
Recomendadíssimo! Não tem como se arrependem. Depois de assistir, tenho certeza que vai sair se questionando.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Resenha Filme: Dois é uma família

Estou doente, praticamente de cama, e visto isto, resolvi me deliciar com alguns filmes. "Dois é uma família" é um filme francês, com leveza e dinâmica, e piadinhas que só filmes franceses conseguem fazer tão bem. O ator principal, Omar S, é o mesmo que fez Intocáveis. 
A temática deste filme gira em torno de um cara, completamente infantil e irresponsável, que tem a sua vida virada de cabeça para baixo quando descobre que tem uma filha e ela ficará com ele.
A cenas possuem um humor sutil, com apenas alguns personagens no elenco.  O amadurecimento do personagem principal se dá de maneira rápida, porém, apesar de encarar as responsabilidades da vida adulta, esse pai não deixa de ter um toque de divertimento. 
Confesso que tive muita raiva da mãe, que depois de vários anos ausentes, resolve vir sentar na janelinha e citar novas regras. Mas mesmo ela, não é uma pessoa ruim. É só humana. O filme mostra muito bem os aspectos humanos do casal principal. 
O melhor desde filme, e o final, sem sombra de dúvida. Você não viu o filme inteiro se não chegou até o fim, pois é lá que se encontra a joia mais preciosa dessa obra. Uma reviravolta interessantíssima, que te faz amar mais ainda esse pai imperfeito. 
Recomendo de todo o meu coração. 
É o tipo de produção muito bem feita, onde os detalhes fazem as diferenças e os nexos das histórias tem um enlace perfeito.
Recomendado para todas as idades, e posso te garantir, que cada faia etária vai interpretar esse filme com ma historia diferente.
Sensacional.


domingo, 5 de março de 2017

Como mostrar o amor a alguém que só te trata mal

Duas frases rodearam a minha cabeça nessas últimas semanas. A primeira é de Gandhi e diz algo parecido com "Não se combate violência com violência, assim como não se combate fogo com fogo." E a segunda eu vi em um status de Facebook, bem em clima de autoajuda, dizendo: "Você pode se afastar das pessoas que te fazem mal, mesmo que elas forem da sua família". Essas citações culminaram-me, afinal, elas dizem que você pode desistir, se quiser, mas se não quiser, terá que mudar o jeito como está tratando as coisas.

Eu pensei muito no caso e cheguei a conclusão de que não concorda com a oração nº 2. Não se abandona, não se vira as costas quando te pedem ajuda, não finge que não viu quando gritam por socorro na areia movediça, especialmente as pessoas que você se importa.

Para as pessoas que você se importa, você se agarra ao galho mais forte e firme que encontrar, mesmo que for só um graveto e tiver mal grudado na árvore. Você agarra no graveto com uma mão e estende a outra, alongando o máximo que você puder. Pois é isso que você tem: um graveto e braços curtos.

Você também não está bem preso, sente o balancear da árvore. O graveto está quase quebrando. Sabe que ambos podem cair e serem engolidos pela areia faminta. Porém você não tem escolha. Não quer ter escolha.

E se o graveto não aguentar? Então pegamos uma semente e a plantamos, cultivando-a pacientemente até que ela seja capaz de salvar quem deve ser salvo, ou mesmo que ela te dê alimento para o resgate.

E isso é amor.

Amor puro e incondicional.

Você também não está bem. Você tem medo. Medo da areia e medo da pessoa que está para ser resgatada.

Não importa. Pois mesmo aquela pessoa tem xingando de "Puta. Vadia. Vagabunda." você quer olhar no fundo dos olhos dela e falar que a ama. Quer segurá-la em seus braços e dizer: "Pronto. Acabou. Estou aqui."

Mas e se essa pessoa não corresponder? E se ela fugir?

Então prepare seu tênis de corrida. Você vai ter que resgatá-la.

Qualquer coisa menos, não é amor. É outro fato, muito menos poderoso.



domingo, 15 de maio de 2016

Vida de Formada

 
Quando eu ainda cursava a faculdade e chorava desesperadamente pela dependência que peguei pelo 0,1 na média, eu achava que ao formar a minha vida estaria feita. O mundo me abraçaria e o cara lá do Facebook, o Mark, ia se curvar a mim dizendo que sou mesmo um ser superior.
  Porém, todavia, entretanto, agora, formada, eu tenho o que mais tinha falta, tempo. Não um tempo bom, daqueles pra descansar, mas um regado da "nadas pra fazer" e "tédio de doer". O pior de ter muito tempo é não ter vontade de fazer nada. E nem ideias para mudar isso. É aquela velha história, quanto mais você se propõe a fazer, mais você faz, e o contrário também é válido.
  Sinto saudade daquela época em que eu nem conseguiu tomar banho direito ou na lavar as minhas calcinhas e tinha que usá-las do avesso. Aquele sentimento de apesar de você estar só o bagaço da laranja fez tanta coisa útil e produtiva. É que chega uma hora que só séries e livros não te sustentam mais. Você quer criar as suas próprias histórias.
  Mas você se depara com um nada tão grande e profundo. Você sabe que é a única capaz de mudar isso. Só não sabe por onde começar.
  Fiz um balanço da minha vida, e essas férias indeterminadas estão acabando comigo. Antes eu me sentia tão especial, tão promissora, hoje sou apenas mais uma na multidão, incapaz de usar tudo que aprendi e batalhei. Meu anel de formatura, que levo como souvenir, lembra-me de quem eu fui, de tudo que passei.
  Eu não quero que apenas ele seja o elo entre mim e a pessoa que sempre gostei de ser. Quero algo mais. Eu ainda sou tudo que sempre fui. Só não sei muito bem o que fazer com isso.
  Formar não é um mar de rosas. Aliás, é como pisar na merda e abrir os dedos. Não o desencorajo a começar e terminar uma faculdade, só estou mostrando que você pode ficar na merda, e talvez até fique. Entretanto, se não fosse pela base universitária que tive, as minhas esperanças de sair dessa "situação" seriam bem menores. Afinal, a Vida é uma puta velha invejosa. Ela não vai te dar as coisas facilmente. Você vai ter que lutar, mesmo que for só com a sua preguiça, ou com o mapa da sua vida.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Listas de livros



Ler sempre foi uma parte muito importante da minha vida. Na casa dos meus pais tem uma mini biblioteca com uns 300 títulos, e mesmo no meu apartamento de estudante, tenha um pequeno espaço dedicado a essa arte que sempre está em mudança. Afinal, ter um livro por parto trás uma energia diferente para o ambiente.
Porém, há livros diferentes que te marcam para o bem e para o mal.

LIVROS QUE LI E RECOMENDO
  1. Paixão Índia  (ótimo para conhecer essa cultura oriental nos olhos de uma moça ocidental)
  2. Crônicas do Mundo Emerso (uma fantasia de guerra com uma garota meio perdida como personagem principal. Só pelo fato de ter sido escrito por uma astrofísica já me deixou fascinada.)
  3. Brumas de Avalon (o primeiro contato que tive com o mundo pagão. Incrível.)
  4. Memórias Póstumas de Brás Cubas (porque Machado, sendo Machado, não pode ficar de fora. Esse livro é bem mais leve e engraçado daqueles escritos pelo autor, e ainda fizeram um filme, que torna a leitura bem mais fácil de se entender e se ambientar)
  5. Orgulho e Preconceito (Jane Austen sendo Jane Austen. Apesar da linguagem difícil, ele faz com que você aos poucos de veem falando elegantemente também. Mostra uma personagem de personalidade atual escrita no século 18)
  6. Cem anos de Solidão (um livro para quem gosta e ler pelo simples fato de estar lendo. Não é uma história cheia de acontecimentos mirabolantes, mas vale para passar um tempo sem sobressaltos.
  7. O poder do Hábito (um estudo científico de linguagem fácil que te ensina a importância dos hábitos e como usá-los a seu favor)
  8. O poderoso chefão (de tanto eu ouvir o Michael Kyle falar desse clássico, me adimirei como também me apaixonei também. Claro que é escrito numa época em que mulheres só eram consideradas para ser boas esposas e mães, mas se deixar isso de lado, é um romance cheio de inteligência e jogo de poder)
  9. O reverso da moeda (o primeiro que li sobre romance empresarial)

LIVROS QUE NUNCA QUERO LER, OU JÁ LI E NÃO CONSEGUI CONTINUAR

  1. Crepúsculo (por motivos óbvios)
  2. 50 tons de cinza (a parte de putaria é boa, mas depois de um tempo a história se resume a isso, e a personagem feminina principal é muito tonta e insegura, cansando-me. Uma história que não se sustenta)
  3. A cidade e as serras (maldito aquele que colocou isso para se ler para o vestibular!)
  4. Coração de Tinta (a história é boa, mas a tradução é péssima. Muitas palavras repetidas em curto espaço de tempo. Talvez a versão em alemão seja melhor)
  5. Qualquer livro com história muito teen e linguagem pobre. Ler não se trata só de contar os fatos, tem que ter o charme das palavras bem colocadas e elaboradas, das metáforas e entrelinhas. 
  6. O ícone (o livro é bom, eu que não me interesso muito por assuntos conspiratórios e religiosos)



LIVRO QUE FALO QUE LI MAS NÃO LI

Não me leve a mal, mas falar que leu algum livro te deixa muito inteligente, e as vezes faço o uso de uma boa sinopse para engrenar e enganar em um assunto. Outras vezes eu digo que o li inteirinho, mas parei no meio do caminho, por ele ser meio previsível. Porém, o lado bom, é que eu procuro sobre livros e pesquiso, por isso consigo ludibriar o interlocutor. Não que eu me orgulhe disso... tá, só um pouquinho.

  1. Bíblia (eu até tentei, uma vez, mas parei quando ela ficava páginas falando da descendência e a árvore genealógica de algum fulano)
  2. Harry Potter (para ser considerada fã, eu digo que li todos. Mas o fato é que me contentei com os filmes, e nem cheguei ao final do único livro que li, o terceiro. Aliás, para tornar a mentira mais verídica, li a ultima página do mesmo, assim tinha argumentação.)
  3. Kama Sutra (essa é a mentira que menos me orgulho)
  4. Shakespeare (nunca nem abri uma página dele, mas conto com as influências na internet, para as minhas argumentações)

Agora, assim, de cara, não lembro de mais muitos, mas com certeza, no meio de uma discussão acalorada, se você citar um livro, eu vou falar que li e até dar exemplos e opiniões a respeito do mesmo. Por que discutir sobre livros vale mais do que discutir sobre qualquer outra coisa, mesmo que eu não os tenha lido de fato. 

LIVROS QUE EU QUERO LER

Que fique bem claro que eu com certeza esqueci de mais da metade dos meus desejos, mas para se ter uma breve ideia:

  1. Outlander (em inglês, via a série e pirei quando descobri que tinha o livro)
  2. Game Of Thrones (em inglês, por que sei que em Português eu vou ficar entediada rapidinho, por já ser bem fã da série)
  3. Mundo de Sofia (está aqui na minha cabeceira, mas o começo chato me faz procrastinar)
  4. Contos dos Irmãos Grimm (em alemão)
  5. Constituição Federal (não é um livro, mas fiquei bem curiosa)
  6. O príncipe (por motivos de manipulação)
  7. Mil e uma noites
  8. Clássicos de uma maneira geral, principalmente aqueles estrangeiros, que trazem as histórias de criança que tanto ouvi, (de preferencia na língua natal dos mesmos)
  9. Qualquer um de filosofia que me prenda 

Piscianos


Para um pisciano, a pior coisa do mundo é não poder sair da realidade, não ter um mundo só seu onde as cores são mais vivas e todos os dias se dorme com o barulho da chuva. Não é apenas o desejo de querer fugir de tudo, é o desejo de ter um lugar para recarregar.
Lugar este no fundo de um livro, numa sensação, numa música relaxante. E quando o pisciano se vê frente a frente com a realidade, ele simplesmente não consegue encará-la, não sem antes passear junto às fadas para que elas lhe deem conselhos mágicos.
É interessante essa relação que os nascidos em peixes tem o universo. Eles são transcendentais, e sua estada na Terra já os cansa, de tal modo a precisarem dar uma volta rápida para uma atmosfera mais etérea.
Um ser sensível como ele, deve sempre estar em contato com energias boas, envolta a coisas místicas. É assim que se sente bem. Não a toa é sonhador, o faz por necessidade.
Quando falavam essas coisas do meu signo, eu nunca acreditei. Porém, mesmo quando criança, criava uma sociedade inteira dentro de mim, com amigos imaginários e personagens que cresciam e amadureciam.
Acreditava piamente ter poderes mágicos, ser uma bruxa escondida no meio de gerações de humanos. Até hoje acho que sou. Mesmo que essa magia tenha se esvairado com as durezas da vida, sinto que só preciso de uma varinha de condão, ou mesmo um pedaço de galho velho, para a vida voltar aos eixos.
É estranho, de uma hora pra outra, se deparar com uma veracidade tão dificultosa. Livros não me fazem mergulhar mais em suas páginas. Filmes e séries arrecadam um sentimento de inutilidade. Não quero mais receber as imaginações dos outros, quero criar as minhas. Mas com que inspirações?
Quando uma onde de depressão atinge você, como tantas outras vezes aconteceram, precisa se armar, de maneira eficiente, que não se canse de carregá-las.
Hoje, na minha vida, sinto um quê de tristeza muito grande. E as vezes nem tem um motivo concreto. O simples fato do meu mundo mágico estar interditado para obras me incomoda.
Se você tem um amigo de peixes, vai perceber que eles gostam de reclamar muito, contudo, ele só reclamará com você se forem muito íntimos. Peixes não confia em qualquer um, e antes de fazê-lo, se for fazê-lo, passa uma imagem completamente oposta, com um envoltório muito mais bonito e belo.
Na cabeça dele, o mundo quer vê-lo assim, e não são todos que tem tempo para suas angústia.
Mas o pisciano se arrepende também em confiar demais em alguém, afinal, esse pessoa não mais o admira tanto.
No fundo, ele espera algo sem julgamento. Alguém que absorva os seus murmúrios, sem diminuí-lo ou usar contra.
E se você realmente quiser ajudar um pisciano, faça uma toca de coelho e diga a ele que ali morou uma comunidade inteira de gnomos encantados e deixe-o lá por algumas horas. Pronto. Ele está curado.


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