domingo, 5 de março de 2017

Como mostrar o amor a alguém que só te trata mal

Duas frases rodearam a minha cabeça nessas últimas semanas. A primeira é de Gandhi e diz algo parecido com "Não se combate violência com violência, assim como não se combate fogo com fogo." E a segunda eu vi em um status de Facebook, bem em clima de autoajuda, dizendo: "Você pode se afastar das pessoas que te fazem mal, mesmo que elas forem da sua família". Essas citações culminaram-me, afinal, elas dizem que você pode desistir, se quiser, mas se não quiser, terá que mudar o jeito como está tratando as coisas.

Eu pensei muito no caso e cheguei a conclusão de que não concorda com a oração nº 2. Não se abandona, não se vira as costas quando te pedem ajuda, não finge que não viu quando gritam por socorro na areia movediça, especialmente as pessoas que você se importa.

Para as pessoas que você se importa, você se agarra ao galho mais forte e firme que encontrar, mesmo que for só um graveto e tiver mal grudado na árvore. Você agarra no graveto com uma mão e estende a outra, alongando o máximo que você puder. Pois é isso que você tem: um graveto e braços curtos.

Você também não está bem preso, sente o balancear da árvore. O graveto está quase quebrando. Sabe que ambos podem cair e serem engolidos pela areia faminta. Porém você não tem escolha. Não quer ter escolha.

E se o graveto não aguentar? Então pegamos uma semente e a plantamos, cultivando-a pacientemente até que ela seja capaz de salvar quem deve ser salvo, ou mesmo que ela te dê alimento para o resgate.

E isso é amor.

Amor puro e incondicional.

Você também não está bem. Você tem medo. Medo da areia e medo da pessoa que está para ser resgatada.

Não importa. Pois mesmo aquela pessoa tem xingando de "Puta. Vadia. Vagabunda." você quer olhar no fundo dos olhos dela e falar que a ama. Quer segurá-la em seus braços e dizer: "Pronto. Acabou. Estou aqui."

Mas e se essa pessoa não corresponder? E se ela fugir?

Então prepare seu tênis de corrida. Você vai ter que resgatá-la.

Qualquer coisa menos, não é amor. É outro fato, muito menos poderoso.



domingo, 15 de maio de 2016

Vida de Formada

 
Quando eu ainda cursava a faculdade e chorava desesperadamente pela dependência que peguei pelo 0,1 na média, eu achava que ao formar a minha vida estaria feita. O mundo me abraçaria e o cara lá do Facebook, o Mark, ia se curvar a mim dizendo que sou mesmo um ser superior.
  Porém, todavia, entretanto, agora, formada, eu tenho o que mais tinha falta, tempo. Não um tempo bom, daqueles pra descansar, mas um regado da "nadas pra fazer" e "tédio de doer". O pior de ter muito tempo é não ter vontade de fazer nada. E nem ideias para mudar isso. É aquela velha história, quanto mais você se propõe a fazer, mais você faz, e o contrário também é válido.
  Sinto saudade daquela época em que eu nem conseguiu tomar banho direito ou na lavar as minhas calcinhas e tinha que usá-las do avesso. Aquele sentimento de apesar de você estar só o bagaço da laranja fez tanta coisa útil e produtiva. É que chega uma hora que só séries e livros não te sustentam mais. Você quer criar as suas próprias histórias.
  Mas você se depara com um nada tão grande e profundo. Você sabe que é a única capaz de mudar isso. Só não sabe por onde começar.
  Fiz um balanço da minha vida, e essas férias indeterminadas estão acabando comigo. Antes eu me sentia tão especial, tão promissora, hoje sou apenas mais uma na multidão, incapaz de usar tudo que aprendi e batalhei. Meu anel de formatura, que levo como souvenir, lembra-me de quem eu fui, de tudo que passei.
  Eu não quero que apenas ele seja o elo entre mim e a pessoa que sempre gostei de ser. Quero algo mais. Eu ainda sou tudo que sempre fui. Só não sei muito bem o que fazer com isso.
  Formar não é um mar de rosas. Aliás, é como pisar na merda e abrir os dedos. Não o desencorajo a começar e terminar uma faculdade, só estou mostrando que você pode ficar na merda, e talvez até fique. Entretanto, se não fosse pela base universitária que tive, as minhas esperanças de sair dessa "situação" seriam bem menores. Afinal, a Vida é uma puta velha invejosa. Ela não vai te dar as coisas facilmente. Você vai ter que lutar, mesmo que for só com a sua preguiça, ou com o mapa da sua vida.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Listas de livros



Ler sempre foi uma parte muito importante da minha vida. Na casa dos meus pais tem uma mini biblioteca com uns 300 títulos, e mesmo no meu apartamento de estudante, tenha um pequeno espaço dedicado a essa arte que sempre está em mudança. Afinal, ter um livro por parto trás uma energia diferente para o ambiente.
Porém, há livros diferentes que te marcam para o bem e para o mal.

LIVROS QUE LI E RECOMENDO
  1. Paixão Índia  (ótimo para conhecer essa cultura oriental nos olhos de uma moça ocidental)
  2. Crônicas do Mundo Emerso (uma fantasia de guerra com uma garota meio perdida como personagem principal. Só pelo fato de ter sido escrito por uma astrofísica já me deixou fascinada.)
  3. Brumas de Avalon (o primeiro contato que tive com o mundo pagão. Incrível.)
  4. Memórias Póstumas de Brás Cubas (porque Machado, sendo Machado, não pode ficar de fora. Esse livro é bem mais leve e engraçado daqueles escritos pelo autor, e ainda fizeram um filme, que torna a leitura bem mais fácil de se entender e se ambientar)
  5. Orgulho e Preconceito (Jane Austen sendo Jane Austen. Apesar da linguagem difícil, ele faz com que você aos poucos de veem falando elegantemente também. Mostra uma personagem de personalidade atual escrita no século 18)
  6. Cem anos de Solidão (um livro para quem gosta e ler pelo simples fato de estar lendo. Não é uma história cheia de acontecimentos mirabolantes, mas vale para passar um tempo sem sobressaltos.
  7. O poder do Hábito (um estudo científico de linguagem fácil que te ensina a importância dos hábitos e como usá-los a seu favor)
  8. O poderoso chefão (de tanto eu ouvir o Michael Kyle falar desse clássico, me adimirei como também me apaixonei também. Claro que é escrito numa época em que mulheres só eram consideradas para ser boas esposas e mães, mas se deixar isso de lado, é um romance cheio de inteligência e jogo de poder)
  9. O reverso da moeda (o primeiro que li sobre romance empresarial)

LIVROS QUE NUNCA QUERO LER, OU JÁ LI E NÃO CONSEGUI CONTINUAR

  1. Crepúsculo (por motivos óbvios)
  2. 50 tons de cinza (a parte de putaria é boa, mas depois de um tempo a história se resume a isso, e a personagem feminina principal é muito tonta e insegura, cansando-me. Uma história que não se sustenta)
  3. A cidade e as serras (maldito aquele que colocou isso para se ler para o vestibular!)
  4. Coração de Tinta (a história é boa, mas a tradução é péssima. Muitas palavras repetidas em curto espaço de tempo. Talvez a versão em alemão seja melhor)
  5. Qualquer livro com história muito teen e linguagem pobre. Ler não se trata só de contar os fatos, tem que ter o charme das palavras bem colocadas e elaboradas, das metáforas e entrelinhas. 
  6. O ícone (o livro é bom, eu que não me interesso muito por assuntos conspiratórios e religiosos)



LIVRO QUE FALO QUE LI MAS NÃO LI

Não me leve a mal, mas falar que leu algum livro te deixa muito inteligente, e as vezes faço o uso de uma boa sinopse para engrenar e enganar em um assunto. Outras vezes eu digo que o li inteirinho, mas parei no meio do caminho, por ele ser meio previsível. Porém, o lado bom, é que eu procuro sobre livros e pesquiso, por isso consigo ludibriar o interlocutor. Não que eu me orgulhe disso... tá, só um pouquinho.

  1. Bíblia (eu até tentei, uma vez, mas parei quando ela ficava páginas falando da descendência e a árvore genealógica de algum fulano)
  2. Harry Potter (para ser considerada fã, eu digo que li todos. Mas o fato é que me contentei com os filmes, e nem cheguei ao final do único livro que li, o terceiro. Aliás, para tornar a mentira mais verídica, li a ultima página do mesmo, assim tinha argumentação.)
  3. Kama Sutra (essa é a mentira que menos me orgulho)
  4. Shakespeare (nunca nem abri uma página dele, mas conto com as influências na internet, para as minhas argumentações)

Agora, assim, de cara, não lembro de mais muitos, mas com certeza, no meio de uma discussão acalorada, se você citar um livro, eu vou falar que li e até dar exemplos e opiniões a respeito do mesmo. Por que discutir sobre livros vale mais do que discutir sobre qualquer outra coisa, mesmo que eu não os tenha lido de fato. 

LIVROS QUE EU QUERO LER

Que fique bem claro que eu com certeza esqueci de mais da metade dos meus desejos, mas para se ter uma breve ideia:

  1. Outlander (em inglês, via a série e pirei quando descobri que tinha o livro)
  2. Game Of Thrones (em inglês, por que sei que em Português eu vou ficar entediada rapidinho, por já ser bem fã da série)
  3. Mundo de Sofia (está aqui na minha cabeceira, mas o começo chato me faz procrastinar)
  4. Contos dos Irmãos Grimm (em alemão)
  5. Constituição Federal (não é um livro, mas fiquei bem curiosa)
  6. O príncipe (por motivos de manipulação)
  7. Mil e uma noites
  8. Clássicos de uma maneira geral, principalmente aqueles estrangeiros, que trazem as histórias de criança que tanto ouvi, (de preferencia na língua natal dos mesmos)
  9. Qualquer um de filosofia que me prenda 

Piscianos


Para um pisciano, a pior coisa do mundo é não poder sair da realidade, não ter um mundo só seu onde as cores são mais vivas e todos os dias se dorme com o barulho da chuva. Não é apenas o desejo de querer fugir de tudo, é o desejo de ter um lugar para recarregar.
Lugar este no fundo de um livro, numa sensação, numa música relaxante. E quando o pisciano se vê frente a frente com a realidade, ele simplesmente não consegue encará-la, não sem antes passear junto às fadas para que elas lhe deem conselhos mágicos.
É interessante essa relação que os nascidos em peixes tem o universo. Eles são transcendentais, e sua estada na Terra já os cansa, de tal modo a precisarem dar uma volta rápida para uma atmosfera mais etérea.
Um ser sensível como ele, deve sempre estar em contato com energias boas, envolta a coisas místicas. É assim que se sente bem. Não a toa é sonhador, o faz por necessidade.
Quando falavam essas coisas do meu signo, eu nunca acreditei. Porém, mesmo quando criança, criava uma sociedade inteira dentro de mim, com amigos imaginários e personagens que cresciam e amadureciam.
Acreditava piamente ter poderes mágicos, ser uma bruxa escondida no meio de gerações de humanos. Até hoje acho que sou. Mesmo que essa magia tenha se esvairado com as durezas da vida, sinto que só preciso de uma varinha de condão, ou mesmo um pedaço de galho velho, para a vida voltar aos eixos.
É estranho, de uma hora pra outra, se deparar com uma veracidade tão dificultosa. Livros não me fazem mergulhar mais em suas páginas. Filmes e séries arrecadam um sentimento de inutilidade. Não quero mais receber as imaginações dos outros, quero criar as minhas. Mas com que inspirações?
Quando uma onde de depressão atinge você, como tantas outras vezes aconteceram, precisa se armar, de maneira eficiente, que não se canse de carregá-las.
Hoje, na minha vida, sinto um quê de tristeza muito grande. E as vezes nem tem um motivo concreto. O simples fato do meu mundo mágico estar interditado para obras me incomoda.
Se você tem um amigo de peixes, vai perceber que eles gostam de reclamar muito, contudo, ele só reclamará com você se forem muito íntimos. Peixes não confia em qualquer um, e antes de fazê-lo, se for fazê-lo, passa uma imagem completamente oposta, com um envoltório muito mais bonito e belo.
Na cabeça dele, o mundo quer vê-lo assim, e não são todos que tem tempo para suas angústia.
Mas o pisciano se arrepende também em confiar demais em alguém, afinal, esse pessoa não mais o admira tanto.
No fundo, ele espera algo sem julgamento. Alguém que absorva os seus murmúrios, sem diminuí-lo ou usar contra.
E se você realmente quiser ajudar um pisciano, faça uma toca de coelho e diga a ele que ali morou uma comunidade inteira de gnomos encantados e deixe-o lá por algumas horas. Pronto. Ele está curado.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

Homens e a sua originalidade

Se cada vez que eu ouço um cara falando: "você é o amor da minha vida. Adorei te conhecer. Quando vamos nos ver de novo?" e simplesmente desaparecer por completo da face da terra, eu ganhasse um vibrador, minha vida seria muitooo melhor.
Pelo menos, minha preocupação de resumiria a pilhas.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Injustiça Social

Eu me considero classe média alta. Sempre estudei em boas escolas com muito custo. Posso contar nos dedos de uma mão as vezes que viajamos, ou tivemos um lazer decente. Meus pais sempre foram muito preocupados com educação, e isso me fez chegar onde estou hoje. Não comprava roupas caras e não ia para os lugares mais badalados do momento.
Quando foi a vez do meu irmão prestar o vestibular ele se deparou com as malditas cotas. Cotas que privilegiam pessoas pobres, sempre partindo do pressuposto que elas estão lá por poucas oportunidades na vida e que são apenas almas boas perdidas no confronto com a vida.
Eu não acredito que as almas boas que vem para esse mundo exigem ganharem menos que um salário minimo por mês. Também não acredito que devemos esperar o peixe ao invés de aprender a pescar.
Pensando nas vantagens sociais que o governo dá para as chamadas pessoas carente, me sinto roubada. Eles dão bolsa pra tudo quanto é motivo. E quem paga por isso?
Aqueles que pescam.
 Sinto-me injustiçada quando ouço que alguém entrou por cota só por estar em escola publica, quando sei o quanto me esforcei para me matricular em uma boa oportunidade. Quanto dias sem sair, em uma pressão enorme. Sinto-me triste quando as perspectivas da educação são niveladas por baixo e talvez, no futuro, a universidade boa seja a particular, pois o governo, com as suas exceções excessivas, acabou com a faculdade pública.
Sinto-me roubada quando eu me deparo com os impostos que tenho que pagar, tendo em vista que pago tudo em dobro. Pago por uma educação, a pública e a privada. Por saúde, a publica e o convênio. Até segurança, afinal, eles só são tem armamento bom para parar manifestações, e não para conter bandidos.
Dar uma vida de impostos para receber em troca as mansões dos governantes, e a ajuda a Cuba. A única coisa que o governo me dá é a vaga na UNESP. Só. Ainda batalhei para chegar até aqui.
Ele não me dá alojamento e nem restaurante universitário, pois leva em conta as minhas condições financeiras e não a minha vontade de chegar longe.
Estamos a 10 anos com a mesma vertente partidária no poder. Não seria mais do que necessário mudar algo em 10 anos?
A sensação que tenho é que vivo em um pais que apenas explora o trabalhador e beneficia o folgado. Um folgado que prefere pedir esmola ao encarar uma jornada digna. E sabe por que?
Eles sabem que alguém sempre lhe dará o peixe.
Falta-se mão de obra nos setores básicos e de serviços. Mas ninguém quer ser marceneiro ou pedreiro. A carteira assinada é desvantagem.
Todos esses extras, essas ajudas, saem do trabalhador da classe média, da boca dos seus filhos.
É igual áquelas pessoas que vivem pedindo ajudo e fazendo drama do tão coitadinhas elas são, e depois aparecem com uma casa ou TV de 50 polegadas, enquanto você, o ajudador, está com a sua de 15.
São falsos e preguiçosos.
Esse é o país do futuro? Do progresso?

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